A leitura de charges como prática social em uma aula de Língua Portuguesa

Victoria Wilson da Costa Coelho, Viviane Correa Monteiro Serra

Resumo


Este artigo é resultado de projeto interventivo desenvolvido no Mestrado Profissional em Letras (PROFLETRAS/UERJ), cuja proposta baseou-se em diferentes experiências sociocomunicativas com alunos do 6º ano do ensino fundamental, visando ao ensino como prática discursiva e cidadã.  O trabalho focou-se na charge como gênero motivador, à luz da Pedagogia de Paulo Freire e da Teoria Enunciativa de Mikhail Bakhtin, com ênfase nos aspectos polifônicos da linguagem. A metodologia baseia-se na abordagem qualitativa e na pesquisa-ação, na interação entre professor e alunos envolvidos no planejamento e desenvolvimento das atividades pedagógicas. Os resultados mostraram que o ensino da língua como prática discursiva, considerando as leituras do mundo dos alunos associado à pesquisa-ação contribuiu para a sua integração e desenvolvimento em suas práticas de letramento.


 


Palavras-chave


Ensino de leiura; produção escrita; gêneros do discurso

Texto completo:

PDF

Referências


AGUIAR, V. M. M.F; PUZZO, M. B. O dialogismo na linguagem imagética da charge. In: Cadernos Discursivos. Catalão-GO, v.1, n. 1, p. 131-150, ago./dez. 2012.Disponívelem: Acesso em 24 maio. 2019.

ARROYO, M. G. Imagens quebradas: trajetórias e tempos de alunos e mestres. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004.

BAKHTIN, M. Estética da Criação Verbal. 4 ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

_____________.Problemas da poética de Dostoiévski. Tradução de Paulo Bezerra. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2008.

BARROS, D. L. P. de. Dialogismo, Polifonia e Enunciação. In: BARROS, Diana Luz Pessoa de; FIORIN, José Luiz (Orgs.). Dialogismo, Polifonia, Intertextualidade. 2ª ed. 1ª reimpr. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2011.

BEZERRA, P. Polifonia. In: Bakhtin – Conceitos-Chaves. Beth Brait (org.). São Paulo: Contexto, 2016.

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa. Brasília, 1998. Disponível em: < http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/portugues.pdf>. Acesso em: 14 jan 2019.

BRITTO, Luiz Percival Leme. Contra o consenso: cultura escrita, educação e participação. São Paulo: Mercado das Letras, 2003.

XXXX, X. (XXX, X.). Ensino da língua na perspectiva discursiva: um exercício de leitura. In: Letras&Letras. Uberlândia | v. 33 n. 2 | jul ./dez 2017 - p. 65-80.

DIONNE, H. Pesquisa ação para o desenvolvimento local. Trad. Michael Thiollent. Brasília: Liber, 2007.

FREIRE, P. Pedagogia da esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.

_________. Política e Educação. São Paulo: Cortez, 2001.

_________. Pedagogia da tolerância. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2020.

GAYDECZKA. B. A multimodalidade na reportagem impressa, 2007. Disponível em:. Acesso em 14 fev. 2019.

GERALDI, J. W. Portos de passagem. 5 ed. São Paulo: Martins Fontes, 2013.

GOULART, C. M. A., AGUIAR, M. A. L. Relatos de sala de aula: análise em busca de compreensão da perspectiva discursiva de alfabetização. In: Pensares em revista. 2019.

___________. Alfabetização e ensino da linguagem na escola no contexto da cultura escrita, 2015. Disponível em: . Acesso em: 14 out. 2016.

__________. Em busca de balizadores para a análise de interações discursivas em sala de aula com base em Bakhtin. 2009. Disponível em: Acesso em 07 jul. 2019.

GUEDES, P. C. A Língua Portuguesa e a cidadania. 1997. Disponível em: . Acesso em 07 mar. 2019.

GURGEL, N. Charge Numa Perspectiva Discursiva, 2004. Disponível em: . Acesso em: 14 dez. 2018.

GRIGOLETTO, M. A concepção de texto e de leitura do aluno de 1º e 2º graus e o desenvolvimento da consciência crítica. In. CORACCINI, M.J. R. F. (Org.). O jogo discursivo na aula de leitura: língua materna e língua estrangeira. Campinas, SP: Pontes, 1995.

KLEIMAN, A. B. Leitura: ensino e pesquisa. Campinas: Pontes editores, 2011.

LIBANEO, J. C.; ALVES, N. (Org.). As relações “dentro-fora” na escola ou as interfaces entre práticas socioculturais e ensino. In: Temas de Pedagogia: diálogos entre didática e currículo. São Paulo: Cortêz, 2012.

MARCUSCHI, L. A. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008

NASCIMENTO, N. A. O gênero textual charge como instrumento facilitador nas aulas de Língua Portuguesa. 2015 Disponível em: < https://unieducar.org.br/artigos/ARTIGO%20final%201(2).pdf>. Acesso em: 14 fev. 2019.

ROMUALDO, E. C. Charge jornalística: intertextualidade e polifonia: um estudo de charges da Folha de S. Paulo. T. Maringá: Eduem, 2000.

SCHNEUWLY, B., DOLZ, J. Os Gêneros escolares: das práticas de linguagem aos objetos de ensino. In: SCHNEUWLY, B., DOLZ, J. et. al. Gêneros orais e escritos na escola. Campinas, S. P.: Mercado de Letras, 2004, p. 71-94

SILVA, C. L. M..O trabalho com a charge em sala de aula. Pelotas, RGS: UFRGS, 2004.

SOBRAL, A. Gêneros discursivos, posição enunciativa e dilemas da transposição didática: novas reflexões. 2011. Disponível em: . Acesso em: 14 nov. 2018.

SOUZA, M. I. P. de O. ; MACHADO, R. P. B. O verbal e não-verbal na produção dos efeitos de sentido no gênero charge. In: CRISTÓVÃO, Vera Lúcia Lopes; NASCIMENTO, Elvira Lopes (Orgs). Gêneros textuais: teoria e prática II. Palmas e União da Vitória, PR: Kaygangue, 2005.

THIOLLENT, M. Metodologia da pesquisa-ação. São Paulo: Cortez, 2011.

TRIPP, D. Pesquisa-ação: uma introdução metodológica. Revista Educação e Pesquisa, São Paulo, 2005.< http://www.scielo.br/pdf/ep/v31n3/a09v31n3>. Acesso em 18 fev. 2019.

VOLÓCHINOV, V. Marxismo e filosofia da linguagem: problemas fundamentais do método sociológico na ciência da linguagem. São Paulo: Editora 34, 2017.

XXXX, X. Gêneros discursivos: conceitos e práticas. In: Secretaria do Estado de Educação do Rio de Janeiro. Especialização em Ensino de Leitura e Produção Textual, 2012.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


A Revista Clarabóia está cadastrada nos diretórios e indexada nas bases que seguem:

DOAJ  Latindex IBICT  DIADORIM  ERIHPLUS Redib MIAR WorldCat CiteFactor MLA

Licença Creative Commons
Revista Claraboia está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em http://uenp.edu.br/claraboia