EMANCIPAÇÃO E ALIENAÇÃO: DISPUTAS PARA A FORMAÇÃO DO PROFESSOR NO SÉCULO XXI

Márcia Marlene Stentzler, Débora Buss Steinheuser, Alini Gontijo da Silva, Vanessa Silvestre de Lima

Resumo


Este artigo objetiva analisar implicações da alienação e da emancipação no processo de formação docente, atreladas à concepção de homem e de políticas públicas associadas a agências internacionais. A investigação embasou-se, em particular, no Relatório Delors (1998), o qual propõe o ‘aprender a aprender’. Seus pressupostos foram confrontados aos da Pedagogia Histórico-Crítica, pois formação e atuação docente são fundamentais para a organização e transformações socioeducacionais, no intuito de formar indivíduos pensantes, que reflitam sobre seu papel na sociedade. A pesquisa é de caráter bibliográfico e documental, propondo uma leitura a contrapelo do atual contexto educacional e de políticas neoliberais. As premissas do ‘aprender a aprender’ descaracterizam o ato educacional, o qual deveria ter por fim o processo crítico de produção de conhecimento. Tendo por base ideias que embasam a Pedagogia Histórico-Crítica discutiu-se a formação, o trabalho do professor, o que representa a alienação e a emancipação para a prática educacional. A Pedagogia Histórico-Crítica defende a necessidade de uma educação em que professores e alunos sejam valorizados. Como resultados dessa investigação, evidenciamos que é necessária a formação continuada dos professores, tendo por base pressupostos teóricos críticos, a fim de que esses tenham condições de promover o ensino e aprendizagem com qualidade, enfrentando as situações emblemáticas atuais postas à educação. 


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